Certa vez, quando atravessava um rio, CUIDADO viu um pedaço de barro e logo teve uma idéia inspiradora. Tomou um pouco de barro e começou a dar-lhe forma. Uma vez pronto, pediu a Júpiter que soprasse espírito nele. O que Júpiter fez de bom grado. Quando, porém, CUIDADO quis dar um nome à criatura que havia moldado, Júpiter o proibiu. Exigindo que lhe fosse dado o seu nome. Também a terra quis conferir o seu nome à criatura, pois fora feita de barro, material do corpo da terra. Após muito discutirem, pediram que Saturno funcionasse como árbitro e este tomou o que julgou ser uma justa decisão: Você, Júpiter, deu-lhe o espírito; receberá, pois, de volta este espírito por ocasião da morte dessa criatura.
Você, Terra, deu-lhe o corpo; receberá, portanto, também de volta o seu corpo quando essa criatura morrer. Mas como você, CUIDADO, foi quem, por primeiro, moldou a criatura, ficará sob seus cuidados enquanto ela viver. E uma vez que entre vocês há acalorada discussão acerca do nome, decido eu: Esta criatura será chamada Homem, isto é, feita de húmus, o que significa terra fértil.
A fábula-mito do CUIDADO explicita o princípio fundamental que irá nortear nossa gestão no Conselho Regional de Psicologia de Pernambuco: O CUIDADO permanente em acolher a multiplicidade de olhares e interesses que constituem a psicologia hoje, buscando, numa perspectiva democrática, equitativa e de paz, construir UM CONSELHO PARA CUIDAR DA PROFISSÃO.
